A Garota no Trem

Seguindo minha nova mania de "ouvir" livros, terminei essa semana mais um: A Garota do Trem. O livro me chamou atenção, para variar, quando foi lançado o filme. Lembro que na época, alguém comentou que devido a estrutura do livro, a versão cinematográfica dificilmente manteria o nível. E foi por esse e por outros motivos que deixei o filme de lado. Ao procurar um novo audiolivro para ouvir, me deparei com ele e resolvi dar uma chance.

A personagem principal do livro é Rachel, mas cada capítulo é sob o ponto de vista de um personagem: Rachel, uma mulher recém divorciada, alcoólatra, desempregada, que tem como distração fantasiar sobre a vida perfeita que um casal que mora em uma casa que fica em frente do exato lugar onde o trem para, Anna, mãe e casada com o ex marido de Rachel e Megan, uma artista casada que busca um sentido para sua vida após fechar o seu ateliê. A vida das três irão se cruzar quando um crime ocorre ocorre e Rachel sente a necessidade incontrolável de tentar ajudar a resolver o caso, visto que ela estava próxima no dia que ocorreu, mas não se lembra do que aconteceu por estar bêbada .

Eu curti muito a leitura. Esse livro é aquele tipo de livro onde você dúvida de todos, acha que todos podem ter cometido o crime e, acima de tudo, não consegue parar de ler até chegar ao fim.

Mas, após ler o livro, senti a sensação que ele tem um probleminha com a forma que um personagem muda a forma de pensar nos últimos capítulos. A autora constrói o personagem de uma forma o livro inteiro, levando que ele tome atitudes fortes para confirmar essa construção, e nos últimos capítulos, embora tambem amparado com fortes motivos, muda seu jeito de agir para o extremo oposto. Mesmo que o desenrolar da história ampare seus atos, ficou a impressão de que foi algo resolvido de forma rápida, apenas para fechar o livro.

De qualquer forma, adorei o livro.

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